Àgua invade o bairro Sarandi

Prefeitura de Porto Alegre apura causa do rompimento de dique que alagou cerca de 400 casas

Um vão de aproximadamente seis metros de largura pode ter sido "provocado"

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O volume de água continua subindo no bairro Sarandi, na zona norte de Porto Alegre, onde cerca de 400 casas foram alagadas na madrugada deste sábado. A tendência, conforme a prefeitura, é de que a situação piore enquanto não se estanca a passagem. Uma força-tarefa foi montada para tentar montar uma barreira ainda neste sábado.

As causas do rompimento de cerca de seis metros de largura do dique de proteção ainda são apuradas, mas o assunto já era debatido entre órgãos municipais. Para tentar solucionar a cheia do Rio Gravataí, em Alvorada, sem interferir no Arroio Feijó, em Porto Alegre, técnicos das prefeituras dos dois municípios fizeram uma reunião nesta semana. No encontro, foi debatida a melhor maneira de transferir a água.

Conforme o diretor-geral do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Tarso Boelter, houve um pedido para que o DEP abrisse uma comporta existente para dar vazão do rio. No entanto, a prefeitura de Porto Alegre foi contrária. Esta ação foi alvo de uma disputa judicial no ano passado, para tentar solucionar um problema semelhante. O DEP acredita que o rompimento pode ter sido provocado.

— Isso transferiria todo problema de Alvorada para Porto Alegre, por isso foi acertado um bombeamento feito pela Corsan — explica Boelter.

Nesta semana, já teria começado a funcionar as duas bombas que dragam a água do Rio Gravataí para um canal em Porto Alegre. De acordo com o prefeito de Alvorada, Sergio Maciel Bertoldi, foi acordado com o DEP a vazão de água que seria transferida pelas bombas e eles sabiam que qualquer outra atitude poderia alagar as casas de moradores.

— Para nós é uma surpresa o que aconteceu. Não temos nenhum interesse em romper o dique. Se houve a interferência de alguém, cabe uma investigação. Acredito que tenha sido um acidente pela pressão da contenção da água — aponta o prefeito.

A hipótese de que as chuvas teriam provocado o rompimento é descartada pela prefeitura de Porto Alegre.

Créditos: ZEROHORA

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